Ao infinito e além das páginas

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É incrível como a gente internaliza histórias. Nos deparamos com elas, somos cativados e inconscientemente absorvemos enredos, personagens, ensinamentos e às vezes até pensamos “poxa, isso foi escrito pra mim, é a minha história”. A minha história. Essa possessão que toma conta de cada um quando conhecemos aquilo que parece que de fato, existiu pra ser da gente e de mais ninguém. Aquela história que mexe contigo e parece que, como mágica, te pega nos braços e te puxa pra dentro do livro, e assim te faz passear pelas páginas, pular de palavra em palavra, descobrir nas entrelinhas viagens a lugares que até o Buzz Lightyear invejaria, aos quais só a imaginação pode nos levar, onde o infinito é só o começo e experimentar tantas reações em tão pouco tempo que nenhuma química pode te proporcionar algo igual. De cada história que lemos e ouvimos guardamos um pouco conosco. Era assim quando crianças, é assim quando crescidos. Já sei, vou fazer uma proposta: que tal viajarmos um pouco, assim como nos livros?!

Supondo que você tenha aceitado, voltemos então cada um para a própria infância. A história que a mãe, o pai, a avó, a tia, a professora da escola nos contou e até hoje nos lembramos, ainda que vagamente, exemplifica o quanto elas estão ligadas aos sentimentos. E essa mania de guardar histórias não é de hoje, mas vêm desde que o homem é homem e que a mulher é mulher. Antes mesmo do surgimento dos livros o ser humano já criava suas histórias e passava adiante com fins diversos. Segunda parada: final do século 12, em meio ao trovadorismo, você olha pra um lado e tem um caminho que leva à feira, olha para o outro e vê uma festa no meio da rua. Em ambas situações é possível ouvir soar as poesias cantadas no intuito de divertir e satirizar as alegrias e tragédias  que acontecia ao decorrer das vidas daquelas pessoas.

Voltando mais atrás, estamos por volta do século 8 na Grécia antiga. Sentados no chão, ao lado de várias outras pessoas podemos ouvir histórias de uma arena de batalha com heróis, deuses e ninfas dos mitos gregos enfrentarem centauros, sátiros, sereias e minotauros e saírem vitoriosos. Criados com o objetivo de passar mensagens para as pessoas e de preservar a memória histórica de um povo, os mitos gregos, romanos, egípcios e de diversas culturas, nos são repetidos até hoje, e ,mesmo que com um quê de surrealidade, encantam e ficam na memória, trazendo aprendizados ainda que sem explicações plausíveis e visivelmente questionáveis. De que importa? O importante é fascinar e fazer sonhar os sonhadores.

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Pois sim, os livros têm a magia de nos reservar sonhos. Histórias que foram contadas boca a boca ao longo do tempo e que foram preservadas e registradas são enfim um convite à imaginação apenas ao virar de uma página. Através de gerações são interpretadas devido às circunstâncias que as circundam e eternizadas à sua maneira única e original. Ouvi em algum lugar que se eu lesse o mesmo livro diversas vezes, em diferentes momentos, a cada experiência eu poderia tirar um aprendizado diferente. E é a mais pura verdade. Portanto, leia sempre e o máximo que puder histórias que te façam bem, ou até que não façam, mas histórias que te ensinem sempre e que te permitam repassar o que absorveu. E, no entanto, releia. Assim, você vai ver o quanto pode amadurecer, quantas mudanças pode notar em si mesmo e o que meras palavras podem te proporcionar. Pois sim, os livros fazem mágica.

Então agora, para terminar a nossa breve viagem, que tal voltarmos?! Voltarmos então para aquele lugar onde você se sente melhor, mais relaxado, confortável, e quando você olha para o lado uma surpresa. Está ali um segredo a ser descoberto por você. Um livro. Sensações, ideias, dúvidas, perguntas e respostas, tudo ao seu alcance. Então você pega e abre a primeira página e começa a ler e se deliciar com as palavras e a voz que dentro de você diz apenas “Continue! Não pare!”. E você de fato continua e mergulha na história e não consegue parar. E ao fim, quando depois de lida a última palavra você nota que é capaz de sentir um prazer que pode se tornar uma sensação única a cada experiência com um novo livro, uma nova história, um novo mundo, um novo eu.

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Sobre Diana Araújo

Estudante de jornalismo supersticiosa ao ponto de só levantar da cama com o pé direito. Considera seus livros como filhos. Sempre pula o último degrau da escada. Já assistiu Dirty Dacing trocentas vezes. Tem mania de lavar as mãos. Ama histórias com contos de fadas, princesas e super herois. Ah, e as melhores cantadas são suas.
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