Análise: The Train

E aí, geeks, tudo certo com vocês?

Hoje eu decidi trazer para vocês um jogo de terror: “The Train”. Sim, senhores, não é um título muito conhecido, mas certamente é uma proposta muito interessante para os amantes do gênero thriller psicológico. Desenvolvido pelo programador russo Serge Noskov, o jogo indie propõe ao player uma viagem tanto em um trem assustador como também ao passado do personagem principal.

A mecânica do jogo é simples: avance nos vagões do trem, encare os perigos que venham a surgir e assista aos flashbacks, no mínimo, surpreendentes. Apesar de ser bastante interessante progredir no trem em simultâneo com a progressão nas lembranças do homem que controlamos, as coisas podem ficar um pouco confusas eventualmente, principalmente porque a maioria das memórias não se conectam de imediato e não parecem ter uma linearidade, uma cronologia bem definida – algumas nem mesmo parecem ter acontecido e soam apenas como delírios de um louco.

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A jogabilidade é bastante básica e temos a possibilidade apenas de andar, fechar os olhos e interagir com o cenário, apesar de, eventualmente, podermos dar uns socos ou usar uma marreta para atacar possíveis inimigos. Um detalhe interessante e que eu particularmente não esperava ver neste jogo é a possibilidade de realizar escolhas que tem alguma influência na história.

Falando dos gráficos, “The Train” possui um resultado bastante satisfatório. Obviamente, não temos um jogo com riqueza de detalhes e perfeição estética, mas temos um visual não agressivo aos olhos e que consegue ser bem bonito a sua própria maneira. Na maior parte do tempo somos apresentados a um estilo mais dark e macabro, mas nos flashbacks também vemos ambientes belos e bem iluminados – mas é preciso admitir que estes últimos são bem raros.

A trilha sonora de “The Train” talvez seja a característica mais marcante. As músicas de fundo variam de acordo com a situação em que estamos, mas se é possível dizer algo a respeito delas é que são bastante imersivas. Nesse caso, são fundamentais na construção do terror. Vejam bem, “The Train” não é o clássico estereótipo de terror em que você foge do assassino ou do monstro, vê ele pular na sua cara, morre do coração e a coisa perde toda a graça. Não. O game não possui cenas em que você terá um grande susto – uma vez que o objetivo não é esse –, na verdade, o jogo visa deixar o player tenso e constrói o medo através da incerteza do que realmente aconteceu ao protagonista, da tensão visual e auditiva e da expectativa do que está por vir no próximo vagão – quanto mais se avança no trem, pior ele fica…em todos os sentidos!

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Apesar de muitos fatores positivos, creio que por falta de um excelente acabamento, o game possui alguns bugs e objetos do cenário tendem a desaparecer ou não estar onde deveriam, impossibilitando que continuemos com a história. Esse detalhe não compromete a qualidade e a continuidade do jogo, basta morrer, ter a sorte de que o bug desapareça e continuar de onde parou – felizmente, o game realiza save automático sempre que chegamos a um novo vagão ou quando um novo flashback começa.

No mais, o jogo apresenta uma boa proposta e o desenvolvimento da história ao longo dele, apesar de difícil, apresenta algum sentido. Ele é simples em vários aspectos, mas é uma experiência que eu recomendo a todos. Passando longe do terror convencional, creio que “The Train” cumpre muito bem aquilo que se dispõe a fazer, por isso, atribuo a ele:

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Avaliação: 4 Invaders – Ótimo

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Sobre Lucas Campos

21 anos. Estudante de Jornalismo. Leitor compulsivo.
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2 respostas para Análise: The Train

  1. Achei quatro de cinco uma nota até alta devido a grande quantidades de bugs apresentadas no game, mas como dito a trilha sonora é incrível. O que as vezes me deixava na duvida era se alguns cenários não eram tão escuros apenas pra esconder os defeitos.

    Curtido por 1 pessoa

    • Mas levando em consideração que é um jogo indie de baixo orçamento( esses jogos de hoje em dia lançados por grandes publishers, mas que se dizem indies só se dizem ao meu ver) e produzido por uma pessoa só o jogo realmente é louvável.

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