Análise – Valiant Hearts: The Great War

Olá, Geeks! Tudo certo com vocês?

Essa semana resolvi trazer para vocês uma análise de um jogo ao qual só tive acesso recentemente: “Valiant Hearts: The Great War”. Desenvolvido pela Ubisoft Montpellier, esta pérola dos videogames está disponível para as plataformas Ps3, Ps4, Xbox 360, Xbox One e PC.

Quando digo que Valiant Hearts é uma pérola, não é porque ele possui um gráfico realista ou incríveis cenas de ação, mas sim por sua história e personagens incríveis. O game é ambientado na Primeira Guerra Mundial e de imediato somos apresentados à pessoas que tiveram suas vidas completamente modificadas pelo advento do confronto. Emile, Karl, Freddie e Anna, além do cãozinho Walt, são os bravos heróis do jogo. De nacionalidades diferentes e com pouco ou nenhuma relação entre si, a vida destas pessoas se cruzam em meio à tentativa de sobreviver ao ambiente caótico no qual havia se transformado a Europa.

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Além de tentar transmitir a história do próprio jogo, Valiant Hearts se esforça para passar informações acerca da primeira grande guerra da humanidade. Assim, conforme avançamos através dos capítulos e completamos as diversas puzzles, novas curiosidades são liberadas. Cita-se como exemplo o relato sobre a morte do arquiduque Francisco Ferdinando, assim como as declarações de guerras, quando iniciaram-se os confrontos em trincheiras e quando os alemães começaram a utilizar bombas de gás cloro.

O jogo em si faz um esforço peculiar para não estabelecer foco aos combates, mas sim nas consequências que estes causam na vida de todos que estão envolvidos neste contexto. É claro que o jogo não exclui os combates, mas são realmente raras as cenas em que vemos os protagonistas envolvidos diretamente nestes – a exceção de Freddie, que vez por outra se faz presente nas lutas. Como dito anteriormente, tudo o que os personagens de Valiant Hears desejam é sobreviver, encontrar seus entes queridos e dar continuidade as suas vidas tranquilas, então eles não possuem a conduta agressiva para compactuar com a barbárie promovida pela guerra.

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Falando de jogabilidade, Valiant Hearts apresenta um sistema point and click. O jogo nos permite interação relativa com o cenário, de forma que somente podemos ter contato com os objetos ou pessoas que são relevantes para a solução dos puzzles que estão por todo o game. Apesar de muito interessantes e divertidos de serem realizados, os “quebra-cabeças” do jogo são extremamente fáceis, quase óbvios demais. Não suficiente, ainda é possível receber dicas afim de entender como sair de certas situações, que objetos devemos coletar ou com quem devemos falar. Vejam bem, isso não é necessariamente uma coisa ruim, mas se esses puzzles fossem um pouco mais complicados, a sensação de urgência que as ações em meio à uma guerra remetem talvez fossem melhor transmitidas.

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Cada um dos personagens tem uma função diferente na solução dos puzzles e estas tendem a variar de acordo, ou com as suas habilidades prévias, ou com a situação em que foram submetidos no confronto. Emile possui uma pá, visto que esta constantemente imerso no cenário das trincheiras e precisa extrair a lama que se aglomera nos túneis; Anna, dedicada à salvar o máximo de vidas possíveis, nos permite tratar dos pacientes através de um jogo de click sequencial; e Freddie é o único capaz de cortar os arames farpados, visto que é também o único a possuir um alicate. Além destes, podemos citar a brilhante participação de Walt, o cão ao qual podemos controlar caso seja necessário passar por ambientes pequenos, adquirir itens inalcançáveis aos personagens ou mesmo distrair inimigos.

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Os gráficos de Valiant Hearts são simples, mas é um trabalho de arte sutil e muito bonito. É preciso entender que o objetivo deste jogo não é trazer imagens realistas de uma guerra, mas sim relatar fatos através de um desenho animado, onde é possível suavizar os efeitos de um combate sangrento. Isso combinado à uma trilha sonora envolvente, transforma o jogador em uma esponja de emoções, levando-nos a ir do desespero, à alegria e à tristeza.

Apesar de gráficos e jogabilidade simples, Valiant Hearts compensa totalmente no que diz respeito ao roteiro. A história é extremamente comovente – o final, diga-se de passagem, arrancou várias lágrimas deste que vós fala – e cada personagem é capaz de cativar o jogador de alguma maneira. Acredito, então, que este jogo mereça não apenas 5 invaders, mas também o título de obra de arte.

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Avaliação: 5 Invaders – Excelente

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Sobre Lucas Campos

21 anos. Estudante de Jornalismo. Leitor compulsivo.
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Uma resposta para Análise – Valiant Hearts: The Great War

  1. Achei a nota um tanto exagerada, mas mesmo assim um ótimo exemplo de que video game também é uma arte.

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