Dica de anime: Parasyte

Os parasitas invadiram o Japão! 寄生獣 セイの格率

Carnificina, mistério, sci-fi, e tudo que há de bizarro. Esses foram os ingredientes perfeitos para criar Kiseijuu Sei no Kakuritsu… Tá, o nome não ajuda em nada para nós reles ocidentais. Para simplificar, melhor chamá-lo de Parasyte, ou apenas Kiseijuu

Sangue e bizarrice, a gente se vê por aqui!

Na escuridão da noite, misteriosas criaturinhas caem do céu. Criaturas que tomam conta de corpos vivos se apossando deles. Eles necessitam de um hospedeiro. E os mais favoráveis hospedeiros para sua sobrevivência são os seres humanos. Escondidos por trás de rostos de pessoas comuns e alimentando-se carne humana, eles se escondem entre nós como uma ameaça invisível e aterrorizante.

Esses parasitas, semelhantes a vermes, invadem o corpo das pessoas e o tomam de assalto, buscando o controle total do cérebro – o que algumas vezes não acontece. Com um deles dentro de si é como se estivesse morto. Não há mais nada que fazer. O infectado já não é um humano e sim outra criatura, uma criatura mais poderosa, com uma inteligência crescente excepcional e uma incrível capacidade de se mutação.

Nesse cenário conhecemos Shinichi Izumi, um estudante comum do Ensino Médio, que está na desconfortável situação em que tem que dividir o seu próprio corpo com um parasita. O parasita em questão falhou na tentativa de tomar o cérebro de Shinichi e acabou tomando controle apenas de sua mão direita.

O anime  tem uma narrativa interessante e curiosa que aumentam cada vez mais a vontade do espectador de dissecar o conteúdo da obra. A natureza dos parasitas atiça a vontade de qualquer um de saber mais sobre essas criaturas esquisitas. Uma das coisas que mais deixa encucado quem assiste Kiseijuu é saber como e de onde diabos vieram esses bichos.

Kiseijuu lembra, até certo ponto, Tokyo Ghoul em seus dilemas e reflexões em relação a humanidade, no entanto, seu roteiro mostra-se mais concreto que o anime dos ghouls. Porém, não é nem um pouco menos sanguinário. Um ponto excelente que deve ser dito acerca de Parasyte é que ele está livre de censuras. Sim! Nada de pixelado, ou flare, ou sei lá o quê que no impeça de contemplar as mais loucas mutilações.

O ponto alto de Kiseijuu é a construção da relação entre Shinichi e Migi (nome que o protagonista apelida parasita. Significa em tradução livre “Direita” fazendo referência à mão direita que foi tomada pela criatura). Migi é completamente alheio aos sentimentos que só os humanos possuem. Ele é simplesmente vazio de amor, apego, ódio, tristeza ou empatia. Sua única meta é a sobrevivência, Migi não se importa com nada além dele mesmo.

Migi vai de encontro o tempo todo as morais humanas, prendendo Shinichi em alguns dilemas que rendem diversas reflexões sobre o assunto e até mesmo nos faz pensar: “e se fosse comigo?” Como nos comportaríamos em uma situação desse tipo? A evolução pessoal do próprio Shinichi também é um fator interessante de se notar.

Toda a construção dramática do anime é boa, de fato – não tem expressões tão impactantes quanto Attack on Titan, por exemplo, mas ainda consegue passar uma boa carga dramática. Kiseijuu se torna ainda mais completo com uma trilha sonora realmente fantástica.

Um ponto que pode incomodar é a movimentação das pessoas no plano de fundo das cenas – parecem lentos e artificiais. 

Por fim, Parasyte pode parecer tosco demais, e é! Mas não é esse um ponto fraco. Pelo contrário, Parasyte conseguiu criar uma bizarrice que dá certo, apresentada em dose certa, e que é interessante de ser ver. Confira a abertura do anime:

Parasyte (em japonês 寄生獣 セイの格率, aquele nome lá…) é um anime adaptado pela Madhouse (estúdio responsável por Death Note e Hunter x Hunter, além de diversos outros animes) que começou a ser transmitido em 8 de outubro de 2014 na Nippon TV, na tão distante terra dos samurais.

O anime é classificado como seinen (no Japão, definição dada à animes e mangás que tem como público homens entre 20 e 40) e é dirigido por Kenichi Shimizu e escrito por Shoji Yonemura (Berserk). Kiseijuu deve ter 24 episódios, até então foram lançados 16. 

Parasyte é um anime com um enredo promissor e que realmente vale a pena reservar um tempo para conferir. 

またね!

Anúncios

Sobre Eldner Felipe

Pessoense, 18 anos, estudante (lerdo) de Jornalismo que queria ser um calango para resistir ao sol em João Pessoa, geminiano - como se isso importasse -, gosta de ler, jogar, escrever, inclusive fazer nada, e também dormir. Ênfase em fazer nada e dormir, por favor. Música? Rock, no geral, mas não é regra.
Esse post foi publicado em Colunas, Papo Geek e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s