A moral da história.

Eaew, geeks! Tudo beleza com vocês? Hoje irei começar o texto sem muitas firulas, pois pretendo abordar um tema sério.  Mas, calma não farei um texto chato, tipo aquela sua aula de matemática com aquela professora ancestral no ensino médio. Hoje eu pretendo falar um pouco sobre ética, e deixar-lhes uma pergunta. Sua conduta condiz com aquilo que você estipula como certo e errado?

Eu estava um dia desses jogando o ótimo The Train, que foi anteriormente resenhado na coluna zona de testes. E, eu optei que jogaria de uma forma que faria apenas as más escolhas, ou seja, eu faria apenas coisas definidas como más no jogo. E assim, segui até que deparei com um bug no jogo, onde mesmo fazendo o certo eu era morto, seguidas e seguidas vezes, por um policial. Quando se tem apenas monstros pra matar em um jogo de terror é muito mais fácil do que quando seus alvos são pessoas. Não há questionamentos éticos de nenhum tipo, mas em The Train eu tinha a opção de impedir meu parceiro de crimes de assassinar um policial ou deixá-lo acabar com o cara. Mesmo sendo um jogo minha consciência me diz que devo pará-lo, o caminho que escolhi trilhar no jogo diz: que mesmo sendo errado devo deixá-lo morrer, pois eu havia decidido apenas fazer o errado, mas foi minha raiva quem falou mais alto. A raiva de ter sido morto tantas vezes por aquele policial foi o que me fez deixá-lo ser assassinado e me deliciar ao ver a cut-scene, onde ele levava o tiro . E, isso me fez pensar quão errado isso foi. Eu sou uma pessoa que abomino tirar a vida de qualquer ser vivo, mas será que se na vida real eu tivesse uma arma na mão e muita raiva na mente eu me controlaria?

momento decisivo onde o jogador decide se mata ou não o policial.

Momento decisivo onde o jogador decide se mata ou não o policial.

Outro jogo que me faz pensar é Grand Theft Auto. Tudo bem que na maioria das vezes nossos personagens são tão traídos e jogados no fundo do poço que saímos cometendo os crimes por aí sem que nem percebamos que estamos fazendo algo de errado também. Em GTA, você mata, rouba e sequestra. Não se sente mal com isso, pois normalmente os caras que te cercam não valem muito, mas a verdade é que tudo aquilo é errado. Será que se na vida tivéssemos aquela sensação de poder absoluto do jogo, não sairíamos por aí fazendo coisas erradas? Se na vida tivéssemos aquele respawn eterno onde nada é perdido do GTA, será que mesmo assim continuaríamos andando na linha? Se acordássemos e pudéssemos viver o mesmo dia assim como em no limite do amanhã todos os dias, sua ética te obrigaria a fazer o certo ou você simplesmente tocaria o foda-se e sairia desrespeitando todas as leis e todas as pessoas, fazendo o que quisesse?

A sensação de que nada lhe acontecerá faz com que o jogador cometa os piores crimes possíveis em GTA.

A sensação de que nada lhe acontecerá faz com que o jogador cometa os piores crimes possíveis em GTA.

A quem você seguiria no universo de Harry Potter? Ao bruxinho que sequer usa um crucio ou ao intransigente e bastante perigoso lorde das trevas? A verdade é que lendo o livro é muito fácil torcer e ser time Harry, mas é horrível imaginar ser perseguido e correr risco de vida na vida real. Usando Harry como exemplo, eu lhe pergunto… Se você vivesse em meio a uma ditadura que mata e tortura como tivemos aqui no Brasil há alguns anos, você teria coragem de pegar em armas e ir pra frente da batalha, ou você simplesmente continuaria vivendo sua vida normalmente e esperando a situação se resolver? Eu sei que, na hora que pensamos na segunda opção parece horrível a ideia de não fazer nada diante do errado, eu mesmo lia Che Guevara quando mais jovem e compreendia perfeitamente a ideia transmitida por ele de que aqueles que não se levantam contra o mal já estão mortos, mas isso é puramente filosófico. É totalmente diferente de querer tirar um ditador do poder e levar um tiro por causa disso. Quando você sabe que corre o risco de não acordar amanhã, beijar sua esposa e abraçar seus filhos, tudo muda de figura. Eu sei que, ficar quieto mesmo sabendo que aquele mundo em que vivemos não vai bem não é a melhor da situação, mas levar uma Avada Kedrava por falar demais também não é.

Nesse texto eu não pretendo apontar certos ou errados. Não pretendo te dizer como agir em nenhuma situação. Não pretendo lhe dar lição de moral. Apenas quero te perguntar, na vida você segue a mesma conduta ética que você acredita ter quando lê ou assiste algo? Se você fosse menos limitado assim como nos videogames, você ainda faria o certo? Se você fosse picado por uma aranha radioativa, você viraria o herói?  Pensem nisso, e até a próxima! Um abraço a todos.

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Sobre Anderson Costa

Descendente da mídia escrita, filho da TV e do radio, irmão do crash de 83 e melhor amigo do bug do milênio. Estudante de jornalismo, o Iluminado.
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