Análise Life is Strange Episódio 2 Out of Time

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O episódio se inicia exatamente onde o primeiro termina… Max em seu quarto, ainda confusa pela descoberta de seus poderes. Enquanto seu melhor amigo, Warren, a ajuda com pesquisas sobre viagem no tempo. O jogador começa com Max sendo acordada pelo despertador do seu celular. A música que toca na abertura enquanto a protagonista vai acordando mostra que a trilha sonora é tão boa quanto a do primeiro episódio com músicas excelentes. Quando a personagem levanta decide ir tomar banho, mas o jogador pode interagir com os outros quartos e com as npcs antes de ir tomar banho. Enquanto conversa com as personagens que encontra pelo corredor, Max fala sobre acontecimentos do primeiro episódio, e aconselha uma delas a não propagar o bullying com Kate. Durante o banho, o jogador vê mais um dos momentos em que Victoria provoca Kate e mostra quão maldosa pode ser. Após o banho, Max tem a oportunidade de conversar com Kate e aconselhá-la quanto ao futuro, pode-se notar que Kate se encontra muito deprimida, devido o que vem lhe acontecendo e talvez a principal demonstração disso seja o espelho do quarto dela coberto, para que não precise ver o próprio rosto. 

Max no ônibus enquanto segue para tomar café com Chloe.

Max no ônibus enquanto segue para tomar café com Chloe.

Logo em seguida, Max recebe algumas mensagens e decide ir tomar café com Chloe, uma personagem que podemos conhecer melhor neste episódio e que no episódio anterior não se podia saber muito sobre a personalidade dela, neste conhecemos a personagem a fundo. No primeiro episódio eu havia chegado a gostar de Chloe – apesar de todo o visual de garota problema – eu enxergava nela apenas uma garota comum, que teve problemas na vida e tentou devolver isso para o mundo ao seu redor na mesma medida. É uma garota que perdeu o pai cedo, em seguida viu sua melhor amiga se mudar para longe e perder o contato com ela, ter David como padrasto quando claramente se percebe que o cara é um idiota e por último, o sumiço de Rachel Amber. Mas, nesse episódio percebe-se que apesar de muita coisa nela ser fruto da vida que teve Chloe mesmo assim demonstra ser cheia de defeitos. Logo que Max a encontra pra tomar café ela decide ficar fazendo desafios com a personagem, mesmo vendo que ela se sente mal a usar com muita frequência seus poderes. Após o café, ela leva a protagonista para conhecer o seu esconderijo secreto, onde a força a fazer mais um monte de desafios e mostra uma arma que roubou do seu padrasto David. Durante todos os momentos da campanha que segue com Chloe, Max é forçada a usar seus poderes até o limite.

Max e Chloe juntas no esconderijo secreto.

Max e Chloe juntas no esconderijo secreto.

Após salvar a vida da amiga, mais uma vez no mesmo dia, Max decide voltar para a escola e ao chegar lá você tem a oportunidade de conversar com mais alguns personagens, dentre eles, David que conversa com Max e tenta passar a imagem de um cara legal que apenas se preocupa com o bem estar dos alunos da escola e da sua enteada, em seguida a protagonista interage mais com Warren. A interação entre os dois personagens é pouca, mas nos momentos do episódio que eles interagem o jogador tem a opção de fazer escolhas onde Max deixe o caminho aberto para um futuro relacionamento entre os dois ou apenas deixar o amigo na friendzone. Ao contrário de Chloe, Warren foi um personagem que passei a gostar ainda mais nesse episódio, ele sempre se mostra um bom amigo para a personagem principal e sempre está disposto a ajudá-la. E, sinceramente espero que ele e Max fiquem juntos no fim do jogo. Após a conversa com Warren, nós temos o clímax do episódio que nos surpreende e nos enche de perguntas até o próximo.

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O segundo episódio mantém todos os pontos altos do primeiro, como: ótima trilha sonora, belos gráficos, uma trama interessante e que lhe prende até ao último momento, mas peca em algumas coisas, como a sensação de linearidade – que senti muito maior nesse episódio. Não que eu esperasse jogar um sandbox e ter um mundo livre pra poder sair tomando várias decisões, mas quando imaginei um jogo no qual as minhas decisões teriam efeito no futuro eu imaginava maior liberdade do que fazer, não a sensação de que eu estava seguindo sobre trilhos um caminho previamente traçado para mim. Mantendo os pontos positivos e já apresentando alguns pontos fracos, fiquei um pouco receoso quanto ao futuro de Life is Strange, esse foi apenas o segundo de cinco episódios. E, todos esses defeitos podem ser corrigidos a tempo, ou a meu ver o jogo se tornará cansativo e perderá o gás que possuía no primeiro episódio, antes do fim do último episódio da saga. O jogo permanece muito bom e para aqueles que não aguentarem esperar, vale a pena já comprar esse episódio agora, mas para aqueles que não têm certeza em relação ao jogo eu indico esperar que todos os episódios sejam lançados. E, então, após avaliar bem, comprar o jogo completo.

Nota deste episódio:

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Para finalizar fique com esta indicação musical que faz parte da trilha sonora deste episódio:

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Sobre Anderson Costa

Descendente da mídia escrita, filho da TV e do radio, irmão do crash de 83 e melhor amigo do bug do milênio. Estudante de jornalismo, o Iluminado.
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