Testemunhe!

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E aí, galera! Tudo bem com vocês? Eu estou aqui mais frenético que um coelho, depois de tomar dez latinhas de RedBull. Tudo isso porque hoje eu assisti ao novo filme da franquia Mad Max. Posso dizer, com toda certeza, que o filme faz jus ao título mad e muito mais ao subtítulo fury road. O filme é algo em torno de duas horas de pura pancadaria, fogo, metais voando na tela e tiros sem te dar tempo pra respirar e pensar demais. Uma dica que eu posso lhe dar é: assista em 3D. E, se na sua cidade tiver IMAX, assista em 3D no IMAX, pois como muita gente está dizendo – e agora eu assino embaixo – esse é um filme que merece ser assistido na maior tela possível. O 3D se faz indispensável no caso deste filme, você até pode assistir em 2D, mas saiba que muito da experiência que é assistir Mad Max Fury Road será perdida. E, quanto ao IMAX é algo dispensável, mas cada centímetro de tela a mais que se puder ter só fará esse filme parecer ainda mais fantástico. Além de que a trilha sonora do filme é excelente e a maioria dos cinemas brasileiros não possui um sistema de áudio que ajude todo o trabalho tido pela a equipe de sonoplastia.

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O filme se inicia recapitulando um pouco da história original do passado do personagem e dos motivos que foram usados na trilogia original, para que o mundo se encontrasse da forma que se vê nos filmes. Em seguida temos uma das cenas mais fantásticas do filme onde vemos Max em meio ao enorme deserto que é a terra desolada, é uma cena de cair o queixo quando você vê aquele vazio imenso e o personagem lá no meio como ponto de referência, pra que você perceba como só uma fração daquele lugar pode ser tão grande. Todas as cenas do filme que se passaram no deserto, eu achei de imensa beleza, mesmo que sem nenhum sinal de vida, eu achei a terra desolada belíssima. Já no começo do filme também ocorre a cena que achei mais forçada e desnecessária de todo o filme, que é quando o protagonista ao terminar de urinar pisa em lagarto que vai passando perto dele, coloca na boca e simplesmente come o bicho, pra quem vive no meio do deserto comer um lagarto deve ser normal, mas ao meu ver o personagem comer o animal recém morto com o couro, ossos e cru é apenas a tentativa de mostrar alguém extremamente insano e sem limites. Pra mim, essa cena falhou miseravelmente, enxerguei com muito mais normalidade quando o garoto de guerra que se alia a Max e seu grupo come um inseto sem muitos rodeios, pois novamente entramos na questão de que quando se vive no deserto e não se tem o que comer é normal que um inseto seja ele qual for entre na lista de coisas a serem comidas.

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Quando o protagonista é capturado e levado, o vemos sendo tatuado e eles tentam marcar sua nuca com o símbolo que em seguida descobriremos pertencer ao vilão Imortal Joe, eu acreditei que Max havia sido capturado por algum tipo de seita religiosa deturpada e que eles viveriam em uma sociedade em oposição ao vilão do filme. Bem, eu só acertei a questão da seita religiosa, já que o vilão ardilosamente controla a população ao seu redor se passando como uma espécie de deus tirano e os fazendo engolir mentiras que sustentam toda uma sociedade que o favorece. O filme mostra muito pouco desse mundo criado por este homem, que tenta se passar por um deus, mas o pouco que mostra me fez sentir que o filme poderia ou até mesmo deveria ter se passado um pouco mais dentro da cidadela antes que começasse toda a ação no deserto. A questão da água e do domínio que o antagonista exerce sobre ela e através dela sobre as pessoas foi pouco elaborado, a meu ver. Toda a religião que existia em torno deste homem é mostrada, mas em momento algum explicada. Essa, pra mim, é uma grande falha do filme, o enredo aponta várias coisas que poderiam ser muito interessantes se levadas mais a fundo, mas que ficam sendo mostradas de forma superficial. Isso pode ser um claro sinal de que os produtores planejam fazer uma nova trilogia Mad Max. E, que, por esse motivo, esse primeiro filme foi apenas um ponto de partida que apresente o personagem para as novas gerações que não assistiram a primeira trilogia, mas que também seja interessante para chamar a atenção dos antigos fãs e assim nos próximos trabalhar melhor todos os personagens. A atuação de Hugh Keays-Byrne é muito boa e o fato de vermos o ator que interpretou o primeiro vilão da trilogia original de volta é bem interessante. Imortal Joe é um ditador muito interessante de se ver nas telas, mas mais uma vez acredito que ele foi pouco trabalhado, eu queria ter visto mais traços da personalidade deste homem que se passa por um deus, mas é um ditador que controla uma população de miseráveis e um exército de jovens guerreiros com punhos de ferro. Eu queria ter conhecido e visto mais sobre ele, ter aprendido a odiar esse vilão e desejado que Max acabasse com o mesmo.

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Os coadjuvantes são um ponto alto do filme, a personagem Furiosa (esse é o nome dela e também o estado de espírito) de Charlize Theron é ótima, uma mulher, que na minha visão, se mostrou mais forte, destemida e temível que o protagonista. Ela é quem tem a coragem de enfrentar o ditador Imortal Joe e roubar suas esposas mesmo sabendo as consequências que enfrentaria, Max apenas cai de gaiato no meio da história e acaba comprando a briga pra si. Ela é tratada como Imperatriz Furiosa pelo vilão e todos da cidadela, o que demonstra que ela fez por onde merecer imenso respeito de todos e confiança do líder, ao ponto dele colocá-la para comandar um comboio, que tem como objetivo pegar suprimentos fundamentais para manter a sociedade criada por ele. A interpretação de Charlize é muito boa e nos faz comprar a imagem da mulher boa de briga e que não tem medo de nada ou ninguém. O que eu achei vago foi quando o protagonista perguntou a Furiosa o porquê de ela estar fugindo para um lugar que poucos conhecem e o que ela busca encontrar lá, ela responde que busca por redenção, ela poderia ter dito liberdade ou qualquer outra coisa, que me pareceria mais plausível e interessante que aquela redenção sem sal. Também acredito que o passado da personagem foi pouco explorado e que isso deixa perguntas demais no ar. Outro personagem excelente é Nux, ele desde o início do filme nos apresenta como são os garotos de guerra. Mostra como funcionam suas frágeis mentes, que vivem em busca do sonho de algo maior num pós vida em uma Vahala cromada, a qual apenas Joe é o caminho. A evolução do personagem durante todo o filme é incrível, a forma que ele, por motivos próprios, vai se aliando ao grupo de Max, luta contra seus antigos companheiros e Joe ainda enxergando nele uma forma de divindade. Para mim, o personagem teve dois momentos sensacionais. Um deles é quando em uma conversa demonstra sua maneira de lidar com a morte, e nessa conversa percebe-se que a busca por uma morte honrosa seja talvez não mais que a esperança de algo além da certeza da morte que os dois tumores que ele possui no pescoço lhe dão. O segundo momento é já na parte final do filme, quando ele recebe a notícia que Imortal Joe está morto e através da expressão no seu rosto, se percebe que para aquele homem todo o mundo que ele acreditava, acaba de ruir.

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A trilha sonora conta com muito rock do começo ao fim, casando perfeitamente com todo o clima do filme. Os efeitos especiais são incríveis… As explosões, o fogo, as batidas, e principalmente, as tempestades de areia, são de cair o queixo. O 3D é fascinante, eu me peguei várias vezes, quase desviando das coisas que vinham em “minha direção”. Mad Max tem algumas falhas no roteiro, mas todo o resto é muito bom e fazem valer a experiência. O filme é uma ótima recomendação de programa para o final de semana. Afinal, eu não escreveria isso tudo se o filme fosse ruim, né?

nota: 3/53invaders

Deixe também sua opinião sobre o filme, vamos conversar sobre o que você achou.

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Sobre Anderson Costa

Descendente da mídia escrita, filho da TV e do radio, irmão do crash de 83 e melhor amigo do bug do milênio. Estudante de jornalismo, o Iluminado.
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2 respostas para Testemunhe!

  1. Eu particularmente adorei o filme, achei que estava cheio de ação do começo ao fim, uma loucura só! haha

    Adriana

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    • Eu também. Só achei que o enredo poderia ser mais rico quando vemos tudo que o filme nos mostra, mas mesmo assim é um filme de ação que não perde em nada para os clássicos dos anos 70 até 90.

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